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COMO O REBOOT DE GLEE PODE HOMENAGEAR CORY E NAYA SEM APAGAR A HISTÓRIA DA SÉRIE

Com o roteiro do reboot de Glee pronto, uma pergunta passou a ocupar a cabeça de muitos gleeks: como a nova fase vai lidar com a ausência de Cory Monteith e Naya Rivera? Os dois não eram apenas parte do elenco. Finn Hudson e Santana Lopez estão entre os personagens mais queridos da série, e qualquer retorno sem eles vai carregar esse vazio.

Aqui no The Best of Glee BR, acompanhamos de perto as duas perdas. Por isso, reunimos o que achamos que o reboot precisa fazer, e o que precisa evitar, para que essa homenagem seja à altura deles.

O que a série já fez por Cory

Cory Monteith morreu em julho de 2013, aos 31 anos. Glee estava entre a quarta e a quinta temporada, e a produção decidiu fazer um episódio dedicado a ele e a Finn: “The Quarterback“, terceiro episódio da quinta temporada.

O episódio fez uma escolha que muitos fãs consideram acertada até hoje: não explicou como Finn morreu. O foco ficou no luto dos personagens, e por consequência no do próprio elenco, que se despedia do colega diante das câmeras. A interpretação de Lea Michele para “Make You Feel My Love” virou um dos momentos mais lembrados da série.

No final da série, em 2015, o auditório do McKinley passou a levar o nome de Finn. Pequenos gestos como esse mantiveram o personagem presente sem transformar a perda em espetáculo.

Naya, Santana e um legado que ultrapassou a TV

Naya Rivera morreu em julho de 2020, aos 33 anos, no Lago Piru, na Califórnia, depois de salvar o filho, Josey, então com 4 anos. Diferente de Cory, a morte aconteceu cinco anos depois do fim da série, e Santana teve um desfecho feliz na história: terminou casada com Brittany.

O peso de Santana foi muito além da ficção. A personagem se assumiu lésbica em 2011 e se tornou referência para uma geração de jovens LGBTQIA+. Naya chegou a apresentar o GLAAD Media Awards duas vezes, uma delas ao lado de Cory, em 2012.

Em abril de 2021, o elenco se reuniu virtualmente no próprio GLAAD Media Awards para homenagear Naya, em uma apresentação aberta por Demi Lovato, que interpretou Dani, namorada de Santana. Os atores lembraram o talento, a gentileza e o humor dela, e Jessalyn Gilsig leu uma mensagem enviada pela mãe da atriz.

O que o reboot deveria fazer

  1. Não substituir os atores. Finn e Santana são inseparáveis de quem os interpretou. Uma troca de intérprete soaria como apagamento.
  2. Manter Santana viva na história. Ao contrário de Finn, Santana terminou a série com um final feliz. Matar a personagem para gerar drama seria desrespeitoso com a construção dela e com o que ela representa. Ela pode simplesmente estar fora de Lima, citada com carinho pelos amigos.
  3. Lembrar sem explorar. Uma cena, uma música, uma placa, uma dedicatória ao fim do episódio: homenagens discretas costumam emocionar mais do que um episódio inteiro construído em cima da dor.
  4. Ouvir as famílias e o elenco. Qualquer decisão sobre Finn e Santana deveria passar por quem conviveu com Cory e Naya.
  5. Celebrar o legado musical. Santana e Finn deixaram números marcantes. Retomar uma dessas músicas com os novos personagens, por exemplo, é uma forma de mostrar que o que eles construíram continua vivo no coral.

O que o reboot deveria evitar

A principal armadilha é o discurso da “maldição de Glee”, que trata mortes de pessoas reais como se fossem parte de uma trama sobrenatural. Em julho deste ano, Kevin McHale, o Artie, criticou duramente nas redes os fãs que falam das perdas do elenco como “sacrifício” ou “maldição”. Ele lembrou que se trata de pessoas reais, com famílias e amigos de luto.

O reboot, e também nós, a imprensa de fãs, temos a responsabilidade de não alimentar esse tipo de narrativa.

E você, gleek? Como você gostaria que Finn e Santana fossem lembrados no reboot? Conta pra gente nos comentários.

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